Introdução
O
trabalho com o gênero musical em sala de aula não é, nem de longe, uma prática
negável de se trabalhar com alunos. A disposição de conteúdo musical hoje em
dia é imensa, o que coopera com a disposição de assimilação com o conteúdo
ensinado em Língua Portuguesa, como disciplina escolar. É chamativo, ascende a
curiosidade dos discentes e promove a vontade de aprender, de uma forma
diferente, exercícios de fixação, leitura, escrita, etc.
O
trabalho em sala de aula com formas diferentes de aprendizado remete a um
conceito muito conhecido e discutido hoje em dia: o multiletramento. Segundo
Luiz Antônio Marcuschi (2005):
Multiletramento
favorece o surgimento de novos discursos e hibridizações de gêneros textuais.
Assim,
nota-se que para uma prática diferenciada que busca explorar o discurso
relacionado a gêneros textuais, o multiletramento torna-se, de certa forma,
essencial se acompanhada ao embasamento de uma letra de música.
1. Síntese da literatura
relevante – Referencial teórico
O
estudo da música como objeto que privilegia o ensino não é algo decorrente da
última década, uma vez que nos anos 70, um médico fisioterapeuta de uma
universidade na Bulgária, Georgi Losanov, descobriu que o escutar da música
barroca incentiva o trabalho do lado direito do cérebro. Esta área é ligada à
linguagem, e descobrindo isso, muitos estudos seguintes se disponibilizaram a
porem em prática esta teoria, buscando o estudo de línguas com fundo de música
barroca. Os resultados foram positivos.
As
décadas seguintes aprimoraram os estudos, envolvendo psicólogos, psiquiatras,
pedagogos, etc., levando a campo os resultados teóricos e buscando resultados
na prática. Considerou-se também o fato de trabalhos simultâneos dos sentidos,
considerando que ao trabalhar com a música em sala, relacionando a outro
exercício, o aluno trabalha o sentido da audição, visual, cognitivo, entre
outros, dependendo do exercício aplicado.
Partindo
dessa conscientização do trabalhar com o gênero musical, pode-se afirmar que “Se o ensinante toma
conhecimento desse funcionamento cerebral pode ressignificar sua prática
docente, adotando uma didática que caminhe na forma sensório-motora ao
funcionamento operatório formal” (SOARES, 2003).
A
música está fortemente ligada à linguagem, um dos principais vieses do ensino
da Língua Portuguesa, e assim pode ser uma ferramenta riquíssima de
aprendizado. Além disso, a música está ligada à cultura, à comunicação, ao
discurso, e a outras inúmeras facetas da sociedade que hoje são importantes ao
conhecimento e formação do aluno.
E
por fim, cabe à escola e ao educando trabalhar com este sistema de aprendizado,
conhecendo seus benefícios, e a importância de práticas diferentes em sala de
aula. Lembrar que, como uma boa conduta, podemos quebrar a ideia de que a
responsabilidade, a atenção e a dedicação não estão ligadas à alegria e
descontração (CARDOSO, 1995).
1.1
Relação
da literatura relevante com as práticas
Trabalhar
com a música em sala de aula é uma prática que influi, também, trabalhar com a
linguagem, elementos linguísticos e discursivos. Assim, pode-se encontrar nas
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica de Língua Portuguesa
(2008) o enfoque da língua em sociedade:
Para
isso, é relevante que a língua seja percebida como uma arena em que diversas
vozes sociais se defrontam, manifestando diferentes opiniões (PARANÁ, 2008, p.
50).
O
gênero musical, se bem trabalhado, pode ser um ótimo formador de opinião,
levando a reflexão e a consideração de diferentes opiniões entre os alunos.
Dessa forma, é importante relevar a música como um gênero trabalhável em sala,
explorando formas de aprendizado que satisfaçam as vontades do professor.
Visando
a colaboração do gênero textual em âmbito escolar, é interessante especular as
possibilidades de ensino que este gênero pode propor. Os Parâmetros
Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1998) afirmam:
Quando se
pretende que o aluno construa conhecimento, a questão não apenas qual
informação deve ser oferecida, mas, principalmente, que tipo de tratamento deve
ser dado à informação que se oferece (BRASIL, 1998, p. 38)
Então,
é uma responsabilidade importante que cabe ao professor escolher sua prática de
aprendizado. Mas, também, é importante lembrar que, além das práticas
discursivas (oralidade, escrita e leitura) que os documentos citados propõem, o
gênero musical abrange uma área infinita de possibilidade de ensino.
Justificativa
Em
âmbito contemporâneo, vê-se que a competitividade entre a atenção dos alunos em
sala para com a informação fácil das mídias atuais (TV, internet, etc.) é
crescente. Buscar a atenção do educando de forma atrativa não é fácil: estar em
sala e passar o conteúdo de forma que o aluno queria aprender o que está sendo
passado não é um acontecimento comum, geralmente o contrário é encontrado com
mais facilidade, o desinteresse pelo estudo agrava é uma realidade que precisa
de mudanças urgentes.
Dessa
forma, este trabalho busca como objetivo o refletir de uma prática de ideologia
positiva, colocando em pauta o gênero musical como ferramenta atrativa para o
aprendizado do educando. Busca também uma forma de direcionar o educador a
refletir o trabalho do conteúdo como algo que agrade o aluno, buscando sua
atenção e levando-o a se interessar pelo o que é passado pelo professor.
Deve-se
compreender o gênero musical como um texto conhecido por muitos e a sua
importância na formação do ser, e assim, mostrar ao aluno diferentes formar de
ler, de escrever, de se comunicar. E por fim, conscientizar o quão importante é
o aprendizado em si, de uma forma interativa, agradável e atrativa.
Objetivo geral e
específicos
Geral:
Ø Desenvolver uma prática
de ensino da LP de forma atrativa e que busque a atenção para o ensino e a criatividade
nos resultados.
Específicos:
Ø ,Selecionar textos do
gênero musical e relacionar com a o conteúdo dado.
Ø Conscientizar o aluno
sobre como é importante trabalhar com a disciplina da LP.
Ø Perceber como a LP está
viva no nosso cotidiano, e o quanto isto não é visto.
Metodologia
Após
uma conversa em sala, acerca da temática Multiletramentos, vimos quão
importante é o uso de novas práticas para ensino e quão interessante pode ser o
uso dessas práticas em salas de aula. Como base o texto de Najara FerrariPinheiro,
discutimos sobre o uso do blog como um meio de ensino, e como o seu uso pode
ser benéfico no ambiente escolar.
Para
seguirmos uma linha de raciocínio coerente à educação, usamos das Diretrizes
Curriculares da Educação Básica um viés, sustentando a ideia do uso do blog
como uma ferramenta de educação. Em seguida, produzimos o blog http://porumapráticamelhor.blogspot.com a fim
de usufruirmos desta ferramenta, como o próprio nome diz, para uma prática
melhor: pesquisando temas, buscando informações e postando o estudo na própria
página da internet. Assim, conhecemos mais sobre o uso das tecnologias a favor
da educação, como uma janela interativa de conhecimento e comunicação.
Sequência didática: A música como ferramenta
didática
Plano de série: Ensino Fundamental II
Duração de aplicação: 3 aulas
Importância da prática:
Perceber o quanto a disciplina da LP pode ser relacionada com o nosso
cotidiano, na leitura, escrita e na oralidade.
ATIVIDADE 1: Apresentação do Gênero Musical.
Sobre a atividade:
Trabalhar com os alunos as características do gênero musical: colocar em pauta
a melodia, a escrita da letra da música (e assim, também, trabalhar com o
poema, as rimas, estrofes, versos), como é formada as ideias que a música passa
dentro do texto.
Materiais: Exemplos de
músicas em folhas A4 para serem distribuídas entre os alunos.
ATIVIDADE 2: Relacionar
o conteúdo aprendido
Sobre a atividade: A
partir do trabalho inicial, pedir para os alunos buscarem músicas dos seus
gostos, depois, trabalhar a relação do conteúdo aprendido buscando nas letras
das músicas que trouxeram: encontrar onde estou as rimas, estrofes, quantos
versos tem a música, etc.
Materiais: Atividade
feita no caderno, sem necessidade de disponibilizar outros materiais.
ATIVIDADE 3: Discussão
em sala
Sobre a atividade:
Promover uma discussão sobre a posição dos alunos quanto a atividade com o
gênero musical, tratar do que acharam, se foi interessante, se notaram
diferenças se comparadas a atividades padrão (matéria passada no quadro e
depois a cobrança do conteúdo em exercícios de fixação). Colocar em evidência
as vantagens do trabalho com o gênero musical a partir dos pontos positivos
estabelecidos pelos alunos, promovendo a conscientização do ensino da LP para a
formação do educando.
Materiais: Folhas com
linhas para os que não quiserem expor suas opiniões para todos, cadeiras em
círculo para que a discussão seja mais audível possível.
CONCLUSÃO: Pedir aos
alunos que sempre façam a relação de conteúdos passados em sala com momentos do
cotidiano, não só pensar na LP quando escutar uma música, mas também em
momentos diversos: ao assistirem a algum programa na TV, ao lerem algum
conteúdo na internet, etc.
Resultados e/ou
impactos esperados
Através
das atividades propostas neste trabalho, espera-se que o professor considere o
uso do Gênero Musical como uma ferramenta educacional diferenciada para se
trabalhar em sala, visando o interesse dos alunos no conteúdo passado pelo
educando ao relacionar com o gênero.
Não
só como relação, mas também trabalhar a leitura, escrita e oralidade a partir
da letra da música. A leitura da letra da música que interessa ao aluno pode
fazer com que ele se interesse e goste de ler, buscando um prazer novo que
antes não sentia ao ler outras coisas. A escrita de paródias é comum e muito
útil na área da educação: aguça a criatividade, trabalha a escrita com
coerência e coesão, promove o estudo de uso de sinônimos e pode também, como
dito anteriormente, ajudar no estudo do poema. A oralidade, por fim, pode
ocorrer decorrente de discussões e debates acerca das letras das músicas e seus
conteúdos, trabalhando o discurso, os turnos de voz, a didática entre os
alunos, etc.
Dessa
forma, percebe-se que, muito além de uma expressão de arte, a música pode
auxiliar de forma construtiva, se bem articulada, o crescimento intelectual do
aluno.
Cronograma
Atividade fev mar
abr mai jun
jul ago set
out
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Delimitação
do tema da pesq.
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Início
pesquisa bibliográfico.
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Escrita
referencial teórico
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Elaboração
das atividades
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BIBLIOGRAFIA
SOARES, D. Os Vínculos
como Passaporte da Aprendizagem: um Encontro D’EUS. Rio de Janeiro:
Caravansarai, 2003.
MARCUSCHI, L. A.
Gêneros textuais: Definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, A. P.; MACHADO, A. R.
M. & BEZERRA, M. A. (Orgs.). Gêneros textuais e ensino. 3. ed. Rio de
Janeiro: Lucerna, 2005
PARANÁ, Secretaria da
Educação do. Departamento de educação básica. Governo do Paraná. Diretrizes
Curriculares da Educação Básica – Língua portuguesa. Paraná, 2008
BRASIL, Secretaria da
Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto
ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa / Secretaria da Educação
Fundamental – Brasília: MEC/SEF, 1998.
CARDOSO, C. M. A Canção
da Inteireza: uma Visão Holística da Educação. São Paulo: Summus, 1995
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