sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O USO DO GÊNERO MUSICAL NAS ESCOLAS

Introdução
O trabalho com o gênero musical em sala de aula não é, nem de longe, uma prática negável de se trabalhar com alunos. A disposição de conteúdo musical hoje em dia é imensa, o que coopera com a disposição de assimilação com o conteúdo ensinado em Língua Portuguesa, como disciplina escolar. É chamativo, ascende a curiosidade dos discentes e promove a vontade de aprender, de uma forma diferente, exercícios de fixação, leitura, escrita, etc.
O trabalho em sala de aula com formas diferentes de aprendizado remete a um conceito muito conhecido e discutido hoje em dia: o multiletramento. Segundo Luiz Antônio Marcuschi (2005):
Multiletramento favorece o surgimento de novos discursos e hibridizações de gêneros textuais.

Assim, nota-se que para uma prática diferenciada que busca explorar o discurso relacionado a gêneros textuais, o multiletramento torna-se, de certa forma, essencial se acompanhada ao embasamento de uma letra de música.

1. Síntese da literatura relevante – Referencial teórico
O estudo da música como objeto que privilegia o ensino não é algo decorrente da última década, uma vez que nos anos 70, um médico fisioterapeuta de uma universidade na Bulgária, Georgi Losanov, descobriu que o escutar da música barroca incentiva o trabalho do lado direito do cérebro. Esta área é ligada à linguagem, e descobrindo isso, muitos estudos seguintes se disponibilizaram a porem em prática esta teoria, buscando o estudo de línguas com fundo de música barroca. Os resultados foram positivos.
As décadas seguintes aprimoraram os estudos, envolvendo psicólogos, psiquiatras, pedagogos, etc., levando a campo os resultados teóricos e buscando resultados na prática. Considerou-se também o fato de trabalhos simultâneos dos sentidos, considerando que ao trabalhar com a música em sala, relacionando a outro exercício, o aluno trabalha o sentido da audição, visual, cognitivo, entre outros, dependendo do exercício aplicado.
Partindo dessa conscientização do trabalhar com o gênero musical,  pode-se afirmar que “Se o ensinante toma conhecimento desse funcionamento cerebral pode ressignificar sua prática docente, adotando uma didática que caminhe na forma sensório-motora ao funcionamento operatório formal” (SOARES, 2003).
A música está fortemente ligada à linguagem, um dos principais vieses do ensino da Língua Portuguesa, e assim pode ser uma ferramenta riquíssima de aprendizado. Além disso, a música está ligada à cultura, à comunicação, ao discurso, e a outras inúmeras facetas da sociedade que hoje são importantes ao conhecimento e formação do aluno.
E por fim, cabe à escola e ao educando trabalhar com este sistema de aprendizado, conhecendo seus benefícios, e a importância de práticas diferentes em sala de aula. Lembrar que, como uma boa conduta, podemos quebrar a ideia de que a responsabilidade, a atenção e a dedicação não estão ligadas à alegria e descontração (CARDOSO, 1995).

1.1 Relação da literatura relevante com as práticas
Trabalhar com a música em sala de aula é uma prática que influi, também, trabalhar com a linguagem, elementos linguísticos e discursivos. Assim, pode-se encontrar nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica de Língua Portuguesa (2008) o enfoque da língua em sociedade:
Para isso, é relevante que a língua seja percebida como uma arena em que diversas vozes sociais se defrontam, manifestando diferentes opiniões (PARANÁ, 2008, p. 50).
O gênero musical, se bem trabalhado, pode ser um ótimo formador de opinião, levando a reflexão e a consideração de diferentes opiniões entre os alunos. Dessa forma, é importante relevar a música como um gênero trabalhável em sala, explorando formas de aprendizado que satisfaçam as vontades do professor.
Visando a colaboração do gênero textual em âmbito escolar, é interessante especular as possibilidades de ensino que este gênero pode propor. Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1998) afirmam:
Quando se pretende que o aluno construa conhecimento, a questão não apenas qual informação deve ser oferecida, mas, principalmente, que tipo de tratamento deve ser dado à informação que se oferece (BRASIL, 1998, p. 38)
Então, é uma responsabilidade importante que cabe ao professor escolher sua prática de aprendizado. Mas, também, é importante lembrar que, além das práticas discursivas (oralidade, escrita e leitura) que os documentos citados propõem, o gênero musical abrange uma área infinita de possibilidade de ensino.

Justificativa
Em âmbito contemporâneo, vê-se que a competitividade entre a atenção dos alunos em sala para com a informação fácil das mídias atuais (TV, internet, etc.) é crescente. Buscar a atenção do educando de forma atrativa não é fácil: estar em sala e passar o conteúdo de forma que o aluno queria aprender o que está sendo passado não é um acontecimento comum, geralmente o contrário é encontrado com mais facilidade, o desinteresse pelo estudo agrava é uma realidade que precisa de mudanças urgentes.
Dessa forma, este trabalho busca como objetivo o refletir de uma prática de ideologia positiva, colocando em pauta o gênero musical como ferramenta atrativa para o aprendizado do educando. Busca também uma forma de direcionar o educador a refletir o trabalho do conteúdo como algo que agrade o aluno, buscando sua atenção e levando-o a se interessar pelo o que é passado pelo professor.
Deve-se compreender o gênero musical como um texto conhecido por muitos e a sua importância na formação do ser, e assim, mostrar ao aluno diferentes formar de ler, de escrever, de se comunicar. E por fim, conscientizar o quão importante é o aprendizado em si, de uma forma interativa, agradável e atrativa. 

Objetivo geral e específicos
Geral:
Ø  Desenvolver uma prática de ensino da LP de forma atrativa e que busque a atenção para o ensino e a criatividade nos resultados.

Específicos:
Ø  ,Selecionar textos do gênero musical e relacionar com a o conteúdo dado.
Ø  Conscientizar o aluno sobre como é importante trabalhar com a disciplina da LP.
Ø  Perceber como a LP está viva no nosso cotidiano, e o quanto isto não é visto.

Metodologia
Após uma conversa em sala, acerca da temática Multiletramentos, vimos quão importante é o uso de novas práticas para ensino e quão interessante pode ser o uso dessas práticas em salas de aula. Como base o texto de Najara FerrariPinheiro, discutimos sobre o uso do blog como um meio de ensino, e como o seu uso pode ser benéfico no ambiente escolar.
Para seguirmos uma linha de raciocínio coerente à educação, usamos das Diretrizes Curriculares da Educação Básica um viés, sustentando a ideia do uso do blog como uma ferramenta de educação. Em seguida, produzimos o blog http://porumapráticamelhor.blogspot.com a fim de usufruirmos desta ferramenta, como o próprio nome diz, para uma prática melhor: pesquisando temas, buscando informações e postando o estudo na própria página da internet. Assim, conhecemos mais sobre o uso das tecnologias a favor da educação, como uma janela interativa de conhecimento e comunicação.

Sequência didática: A música como ferramenta didática
Plano de série: Ensino Fundamental II
Duração de aplicação: 3 aulas
Importância da prática: Perceber o quanto a disciplina da LP pode ser relacionada com o nosso cotidiano, na leitura, escrita e na oralidade.

ATIVIDADE 1: Apresentação do Gênero Musical.
Sobre a atividade: Trabalhar com os alunos as características do gênero musical: colocar em pauta a melodia, a escrita da letra da música (e assim, também, trabalhar com o poema, as rimas, estrofes, versos), como é formada as ideias que a música passa dentro do texto.
Materiais: Exemplos de músicas em folhas A4 para serem distribuídas entre os alunos.
ATIVIDADE 2: Relacionar o conteúdo aprendido
Sobre a atividade: A partir do trabalho inicial, pedir para os alunos buscarem músicas dos seus gostos, depois, trabalhar a relação do conteúdo aprendido buscando nas letras das músicas que trouxeram: encontrar onde estou as rimas, estrofes, quantos versos tem a música, etc.
Materiais: Atividade feita no caderno, sem necessidade de disponibilizar outros materiais.
ATIVIDADE 3: Discussão em sala
Sobre a atividade: Promover uma discussão sobre a posição dos alunos quanto a atividade com o gênero musical, tratar do que acharam, se foi interessante, se notaram diferenças se comparadas a atividades padrão (matéria passada no quadro e depois a cobrança do conteúdo em exercícios de fixação). Colocar em evidência as vantagens do trabalho com o gênero musical a partir dos pontos positivos estabelecidos pelos alunos, promovendo a conscientização do ensino da LP para a formação do educando.
Materiais: Folhas com linhas para os que não quiserem expor suas opiniões para todos, cadeiras em círculo para que a discussão seja mais audível possível.

CONCLUSÃO: Pedir aos alunos que sempre façam a relação de conteúdos passados em sala com momentos do cotidiano, não só pensar na LP quando escutar uma música, mas também em momentos diversos: ao assistirem a algum programa na TV, ao lerem algum conteúdo na internet, etc.

Resultados e/ou impactos esperados
Através das atividades propostas neste trabalho, espera-se que o professor considere o uso do Gênero Musical como uma ferramenta educacional diferenciada para se trabalhar em sala, visando o interesse dos alunos no conteúdo passado pelo educando ao relacionar com o gênero.
Não só como relação, mas também trabalhar a leitura, escrita e oralidade a partir da letra da música. A leitura da letra da música que interessa ao aluno pode fazer com que ele se interesse e goste de ler, buscando um prazer novo que antes não sentia ao ler outras coisas. A escrita de paródias é comum e muito útil na área da educação: aguça a criatividade, trabalha a escrita com coerência e coesão, promove o estudo de uso de sinônimos e pode também, como dito anteriormente, ajudar no estudo do poema. A oralidade, por fim, pode ocorrer decorrente de discussões e debates acerca das letras das músicas e seus conteúdos, trabalhando o discurso, os turnos de voz, a didática entre os alunos, etc.
Dessa forma, percebe-se que, muito além de uma expressão de arte, a música pode auxiliar de forma construtiva, se bem articulada, o crescimento intelectual do aluno.

Cronograma


Atividade                               fev     mar    abr     mai    jun    jul     ago    set    out
Delimitação do tema da pesq.




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Início pesquisa bibliográfico.






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Escrita referencial teórico






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Elaboração das atividades








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BIBLIOGRAFIA

SOARES, D. Os Vínculos como Passaporte da Aprendizagem: um Encontro D’EUS. Rio de Janeiro: Caravansarai, 2003.

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: Definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, A. P.; MACHADO, A. R. M. & BEZERRA, M. A. (Orgs.). Gêneros textuais e ensino. 3. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005

PARANÁ, Secretaria da Educação do. Departamento de educação básica. Governo do Paraná. Diretrizes Curriculares da Educação Básica – Língua portuguesa. Paraná, 2008

BRASIL, Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa / Secretaria da Educação Fundamental – Brasília: MEC/SEF, 1998.

CARDOSO, C. M. A Canção da Inteireza: uma Visão Holística da Educação. São Paulo: Summus, 1995


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